Reproduzo abaixo post publicado pelo jornalista Mário Marra, da CBN, torcedor fanático do Atlético Mineiro e que foi muito criticado por ser visto em Buenos Aires no jogo do Galo contra o Arsenal de Sarandi pela Copa Libertadores da América.
Na minha opinião, trata-se de um ótimo jornalista, e o mais importante: ISENTO durante o horário de trabalho!!
Eis a grande questão: O jornalista pode ter um time do coração?
Hipocrisia Futebol Clube
De Mário Marra
Quer dizer que o blogueiro decepcionou ao ser visto em Buenos Aires
na torcida do Atlético?
Que pena!
Será que declarar o time que torce é algo que tira a credibilidade da
opinião?
Já havia declarado há um bom tempo e confesso ter ficado perplexo com
a falta de amplitude na visão.
É uma pena!
Quer dizer que não posso criticar a empresa que trabalho e elogiar a
que não trabalho?
É impossível para você e para mim elogiar a casa do vizinho e
perceber que a minha é pior?
Seria inadmissível um brasileiro elogiar a Argentina e criticar as
convocações do treinador da seleção brasileira?
O que está em jogo não é a credibilidade de quem pagou a sua
passagem, comprou o seu ingresso e foi ver um jogo de futebol.
Tenho um amigo, cruzeirense, que dá aulas em cada análise que faz
sobre o Galo. Opa! Análise?
Análise parece não ser revelante para quem prefere que “joguem para a
galera”.
Na minha visão, o que está em choque é a nossa visão de que os
jornalistas são seres que não torcem, não se emocionam, mas ainda assim,
trabalham com futebol.
Quem trabalha com futebol, ama futebol.
O mais engraçado é que vários jornalistas amados por atleticanos e
cruzeirenses já se declararam palmeirenses, flamenguistas, corintianos,
colorados e por aí vai, mas como não são mineiros, né?
Na equipe que trabalho, quase todos revelam o time que torcem.
E o incrível é que os números da audiência não caem.
Acho que a oportunidade de dar um f5 nos nossos conceitos é diária.
Melhor reformular conceitos que ser um hipócrita alienado.
Já falei mais de uma vez o time que torço e ainda assim sempre tive a
credibilidade para ouvir, ser recebido e até mesmo desfrutar do
respeito de um ídolo como Alex e de um ex-treinador amado e criticado
pelos cruzeirenses como Adilson Batista.
O profissional, quando está trabalhando, está lá para falar bem ou
mal do Atlético, Cruzeiro, Flamengo e de qualquer outra equipe.
No meu caso, mesmo longe dos microfones, sempre fui respeitoso com
todos os outros times, jogadores e especialmente torcedores, afinal de
contas, também sou um.
O que você prefere: um profissional que torce por futebol ou um
profissional “frio” que tem interesses no clube em que trabalha?
