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sexta-feira, 1 de março de 2013

JORNALISTA É CRITICADO POR DECLARAR-SE TORCEDOR DO ATLÉTICO MINEIRO

Reproduzo abaixo post publicado pelo jornalista Mário Marra, da CBN, torcedor fanático do Atlético Mineiro e que foi muito criticado por ser visto em Buenos Aires no jogo do Galo contra o Arsenal de Sarandi pela Copa Libertadores da América. 

Na minha opinião, trata-se de um ótimo jornalista, e o mais importante: ISENTO durante o horário de trabalho!! 

Eis a grande questão: O jornalista pode ter um time do coração?

Eis a resposta: 



Hipocrisia Futebol Clube

De Mário Marra

Quer dizer que o blogueiro decepcionou ao ser visto em Buenos Aires na torcida do Atlético?

Que pena!

Será que declarar o time que torce é algo que tira a credibilidade da opinião?

Já havia declarado há um bom tempo e confesso ter ficado perplexo com a falta de amplitude na visão.

É uma pena!

Quer dizer que não posso criticar a empresa que trabalho e elogiar a que não trabalho?

É impossível para você e para mim elogiar a casa do vizinho e perceber que a minha é pior?

Seria inadmissível um brasileiro elogiar a Argentina e criticar as convocações do treinador da seleção brasileira?

O que está em jogo não é a credibilidade de quem pagou a sua passagem, comprou o seu ingresso e foi ver um jogo de futebol.

Tenho um amigo, cruzeirense, que dá aulas em cada análise que faz sobre o Galo. Opa! Análise?

Análise parece não ser revelante para quem prefere que “joguem para a galera”.

Na minha visão, o que está em choque é a nossa visão de que os jornalistas são seres que não torcem, não se emocionam, mas ainda assim, trabalham com futebol.

Quem trabalha com futebol, ama futebol.

O mais engraçado é que vários jornalistas amados por atleticanos e cruzeirenses já se declararam palmeirenses, flamenguistas, corintianos, colorados e por aí vai, mas como não são mineiros, né?

Na equipe que trabalho, quase todos revelam o time que torcem.

E o incrível é que os números da audiência não caem.

Acho que a oportunidade de dar um f5 nos nossos conceitos é diária.

Melhor reformular conceitos que ser um hipócrita alienado.

Já falei mais de uma vez o time que torço e ainda assim sempre tive a credibilidade para ouvir, ser recebido e até mesmo desfrutar do respeito de um ídolo como Alex e de um ex-treinador amado e criticado pelos cruzeirenses como Adilson Batista.

O profissional, quando está trabalhando, está lá para falar bem ou mal do Atlético, Cruzeiro, Flamengo e de qualquer outra equipe.

No meu caso, mesmo longe dos microfones, sempre fui respeitoso com todos os outros times, jogadores e especialmente torcedores, afinal de contas, também sou um.

O que você prefere: um profissional que torce por futebol ou um profissional “frio” que tem interesses no clube em que trabalha?