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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

VINHOS: TAÇAS PARA TODAS AS OCASIÕES

Uma das principais dúvidas para o apreciador de vinhos é saber qual a melhor taça para os inúmeros tipos existentes no mercado!!

 Após pequena pesquisa enumeramos abaixo algumas dicas e sugestões, visando orientar nossos leitores na arte única de degustar e apreciar essa bebida milenar:

A taça de Borgonha é ampla e arredondada, com um grande bojo curvado e uma largura com aproximadamente a mesma dimensão da altura. Possui uma grande abertura, sendo particularmente adequada para captar o refinado perfume e buquê de um Borgonha fino. Os tamanhos usuais são de 360 ou 480ml (embora algumas comportem 720ml ou mais). Claro que serve para qualquer tipo de vinho, sendo ideal para vinhos com aromas muito complexos. 



A taça de Bordeuax difere da de Borgonha por ser bem mais alta do que larga. Geralmente possui uma abertura menor do que a taça de Borgonha para captar a qualidade vinosa de um Bordeaux fino. Também é uma boa opção caso você só possa selecionar um tipo de taça. As taças de Bordeaux ou de Borgonha clássicas podem servir para todas as ocasiões. 


Uma exceção é o champanhe, que requer sua própria taça. Com uma taça de champanhe e um desses dois outros tipos de taça, você estará equipado!  Para apreciar plenamente as bolhas, verta se champanhe somente em taças com um bojo alto, estreito e afunilado, como a tradicional ‘flauta’ de champanhe. Elas costumam vir em tamanhos de 180 a 240ml e podem ser cheias até a borda. Não é preciso agitar o champanhe. Suas bolhas poderosas emitem o sabor do vinho, não sendo portanto necessário um grande espaço acima do vinho, como a maioria dos outros vinhos de mesa.




Se você é um entusiasta de vinhos brancos talvez queira experimentar a alta e esguia taça Hock, originalmente concebida para os vinhos do Reno. Se sua opção for vinho tinto, uma grande taça balão de Borgonha pode dar certa variedade à sua mesa, embora alguns bebedores de vinho achem esse tipo de taça pesado demais.

Você já deve ter visto as bojudas taças de conhaque. Seu amplo tamanho permite aos aficionados captar a essência do vinho, que flui lentamente ao nariz. As taças de conhaque dão um toque elegante à sua mesa, e esse é um caso em que maior é definitivamente melhor.

Quer você opte pelo conjunto básico ou reserve espaço para uma coleção de taças digna de um conhecedor de vinhos, as taças requerem uma atenção especial. Você não pretende quebrá-las e quer que seus vinhos tenham o melhor aspecto e sabor. Taças de vinho precisam estar absolutamente limpas, ainda mais se ficaram algum tempo no armário e pegaram poeira ou cheiro de mofo. Sempre lave suas taças antes de beber. 

Escolha um bom detergente e enxágüe-as bastante para remover qualquer resíduo de detergente. A melhor maneira de garantir que a taça está limpa é exalar ar suavemente dentro delas e, depois, cheirá-la. Quaisquer odores residuais se revelarão – você certamente não quer que eles estraguem sua experiência após verter o vinho na taça.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

DICA DA SEMANA: ESPUMANTES QUE CABEM NO SEU BOLSO

Nessa época de altas temperaturas, nada melhor que um belo e gelado espumante para as noites quentes de verão, não é mesmo?

Abaixo reproduzimos excelente matéria do jornalista João Renato Faria sobre alguns dos melhores espumantes do mercado na relação custo x benefício, indicados por 5 especialistas!



Cinco sommeliers de Belo Horizonte foram consultados e sugeriram garrafas em três faixas de preço: até 50 reais, entre 50 e 150 reais e mais de 150 reais. São bebidas que oferecem bom custo-benefício e ficam perfeitas para iniciarmos 2013 com chave de ouro!! 

André Martini - Casa do Vinho Famiglia Martini

Até R$ 50,00: Iris Terre Casonato Rosé Brut (Itália)

"Uma boa pedida para a beira da piscina, pois é de fácil harmonização e bem refrescante, com bolhas bem finas".

Entre R$ 50,00 e R$ 150,00: Les Faîtières Cremant d'Alsace (França)

"É de uma região da França que produz espumantes com uma delicadeza característica. É gentil e redondo ao se tomar."

Mais de R$ 150,00: Champagne Pierre Gimonnet Cuis 1er Cru Brut (França) 

"É de uma parte da região de Champagne famosa por suas uvas brancas. Tem vivacidade agradáel, com leveza, delicadeza e boa acidez". 

Antônio Guido - Royal Vinhos

Até R$ 50,00: Espumante Casa Valduga Arte Brut (Brasil)

"Feito com uvas chardonnay e pinot noir, ele fica doze meses em contato com as leveduras, tem frescor e boa estrutura."

Entre R$ 50,00 e R$ 150,00: Cava Raventós i Blanc Reserva Brut (Espanha) 

"É um cava espanhol típico, produzido no método tradicional. Mistura as uvas macabeo, xarel-lo e parellada."

Mais de R$ 150,00: Champagne Barnaut Grande Réserve (França)

"À base de chardonnay e pinot noir, ele é suave e tem boas acidez e estrutura."

Cláudia Ferrari - Buffet Flamb'art 

Até R$ 50,00: Vichon Crémant de Limoux (França)

"É um espumante, delicado e leve, com um custo-benefício interessante"

Entre R$ 50,00 e R$ 150,00: Casa Valduga 130 Brut (Brasil)

"É ideal para comemorar, pois não pede nenhuma comida especial. É bem delicado e frutado." 

Mais de R$ 150,00: Ferrari Perlé Nero Brut 2004 (Itália) 

"Ele é safrado e delicioso. Acompanha bem frutas secas, amêndoas, frutos do mar e outras comidinhas do fim de ano."


Flávio Oliveira - Casa Rio Verde

Até R$ 50,00: Adolfo Lona Brut Rosé (Brasil)

"Já foi eleito duas vezes o melhor espumante rosé brasileiro. Tem leveza, frescor e harmoniza com uma variedade grande de pratos, de entradas leves a peixes."

Entre R$ 50,00 e R$ 150,00: Bailly-Lapierre Crémant de Bourgogne Réserve Brut (França)

"É envelhecido por dois anos na garrafa. Esse tempo dá uma complexidade aromática que o deixa agradável, arredondado e fácil de ser degustado. Não faz feio quando comparado a um champanhe".

Mais de R$ 150,00: Orus Rosé Pas Dosé (Brasil)

"É feito com as uvas chardonnay, pinot noir e merlot. Tem sutileza e elegância, um gosto muito persistente que é ao mesmo tempo vigoroso e delicado." 


Nelton Fagundes - Enoteca Decanter

Até R$ 50,00: Bossa Brut Nº 1 (Brasil)

"Feito na Serra Gaúcha, é bem refrescante e de sabor delicado, ideal para acompanhar as festas de fim de ano." 

Entre R$ 50,00 e R$ 150,00: Ferrari Maximum Brut (Itália)

"É italiano, mas não tem nada a ver com o carro. Feito com uvas chardonnay, passa por 36 meses de amadurecimento. Por ter sabor complexo e rico, é versátil na mesa."

Mais de R$ 150,00: Champagne Barnaut Grande Réserve (França)

"É o top de uma família feito só com vinhas sofisticadas".

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

MULHERES INVADEM O UNIVERSO DAS CERVEJAS ESPECIAIS

No blog já postamos anteriormente sobre a CONFECE - Confraria Feminina da Cerveja (Para ler o post clique aqui), um grupo de mulheres cervejeiras de Belo Horizonte.

Abaixo reproduzimos excelente reportagem da jornalista Adriana Marmo (VEJA SP) sobre uma constatação: O MUNDO DAS CERVEJAS ESPECIAIS também pertence a ELAS!!

 Mulheres invadem o universo das cervejas especiais

Por Adriana Marmo

Enquanto milhares de noivas escolhem o palco para o casamento dos sonhos pela religião, arquitetura ou história do local, a analista de marketing Michelle Rosa decidiu o seu por um motivo bastante peculiar: a proximidade da Igreja da Cruz Torta com a sede da Cervejaria Nacional, no Alto de Pinheiros. Depois da cerimônia, em novembro, os convidados só precisaram andar alguns quarteirões para curtir a festa, que contou com um cardápio que incluía brigadeiros feitos com cerveja pilsen e bolo com receita à base da irlandesa Guinness.


As tradicionais poses para as fotos do álbum de matrimônio se estenderam aos tanques de fermentação da casa e o brinde foi feito, é claro, com uma loira (de procedência belga, no caso). “Amo essa bebida e, quando experimento uma opção nova, sempre fico pensando nas sensações que ela me provoca”, diz Michelle. De tão apaixonada pelo assunto, ela criou há dois anos o blog mulheresecerveja.com para registrar suas impressões após as rodadas de degustação do produto. Essa história de Michelle é um bom exemplo de um novo fenômeno de comportamento na cidade: a bebida ganha cada vez mais espaço no universo feminino. Um dos fatores que estão ajudando a aumentar o consumo delas é a proliferação no nosso mercado dos rótulos premium, via importação ou produção artesanal de pequenas companhias.

A mudança já é bem perceptível nas mesas de vários endereços da capital. Paulo Almeida, dono do Empório Alto dos Pinheiros, uma espécie de “Disneylândia etílica” com seu mix de bar e loja especializada, conta que o número de mesas formadas apenas por meninas tem se tornado cada vez maior. “São consumidoras de qualidade”, define ele. “Chegam bastante decididas e falam de suas marcas prediletas com muita propriedade.” Túlio Rodrigues, coordenador do curso de marketing e negócios da cerveja da Fundação Getulio Vargas, é um entusiasta do fim do “clube do Bolinha” nesse mundo. Para ele, as mulheres possuem um sexto sentido ao degustar a bebida. “Elas conseguem captar detalhes que passam batido pelos homens”, acredita. As mulheres estão também virando mestres-cervejeiras e especialistas de respeito. Na Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo (ABS-SP), o número de alunas nos cursos registrou um aumento de 24% nos últimos anos. “Na turma que está em andamento agora, elas representam 30% do total de setenta estudantes”, diz o coordenador Estácio Rodrigues.
Quando estão segurando o copo, as consumidoras se comportam de forma muito distinta da média masculina. Garotas barrigudas entornando no bico da garrafa em frente à TV, nem pensar. “A mulher é mais elegante e menos agressiva no consumo. Bebe menos e melhor”, afirma Cilene Saorin, sommelière, mestre-cervejeira e diretora de educação no Brasil da escola Doemens, da Alemanha, uma das melhores do mundo no ramo. “Elas buscam qualidade e não quantidade.” Tampouco tem razão quem imagina que as moças gostam de opções doces ou rótulos cor-derosa. “Elas podem até começar com as refrescantes e suaves, mas em pouco tempo buscam as mais encorpadas”, diz Cilene.
A nova paixão feminina vem estimulando a criação de pequenas confrarias que reúnem fãs das fermentadas. Uma das mais ativas é a Maltemoiselles, uma brincadeira que une as palavras malte e mademoiselles (senhoritas, em francês). A cada dois meses, Fabiana Zanelati, Larissa Januário, Aline Araújo, Júlia Reis, Ingrid Calderoni e Tatiana Damberg se encontram para não apenas degustar, mas também fabricar cervejas. Desde a criação do grupo, em 2010, produziram dezenas de rótulos e adoram fazer alquimias. “Já misturamos na mesma fórmula flor de hibisco e cardamomo e o resultado foi divino”, conta Fabiana.
A sommelière Cilene Saorin preparou um roteiro para as mulheres que querem mergulhar no mundo das loiras:
  1. Comece pela pilsen, uma cerveja mais leve e bem conhecida no Brasil. Duas boas dicas são a alemã Krombacher Pils (do estilo German Pilsener) e a checa Pilsner Urquell (Bohemian Pilsener)
  2. Já está à vontade? Hora de seguir adiante, rumo às bebidas de mais corpo, mas que preservam a refrescância. A cerveja de trigo da Baviera Paulaner ou a brasileira Bamberg (ambas do estilo Weissbier), com notas de cravo e banana, são boas pedidas.
  1. Próximo passo: estilos que oferecem as flores de lúpulo como protagonistas. Dicas: Meantime (English India Pale Ale), com terroir de lúpulos ingleses, a americana Brooklyn e a brasileira Colorado Indica (ambas do estilo American India Pale Ale).
  2. Hora de encarar o poder das inglesas. Com os maltes tostados em evidência, a Fuller’s London Porter (Robust Porter) é um clássico e tem notas intensas de chocolate e café.
  3. Já está confiante? Hora de partir para o estilo Fruit Lambic. Cervejas desse tipo são, muitas vezes, harmonizadas com sobremesas como bolo de chocolate e cheesecake, por exemplo. Prove a belga Kriek Boon, fermentada espontaneamente, que recebe cerejas maceradas na receita.



terça-feira, 8 de janeiro de 2013

DICAS DE VIAGEM: SANTIAGO/CHILE - VISITA À VINICOLA CONCHA Y TORO


Neste segundo post sobre nossa viagem a Santiago (para o primeiro post clique aqui) vamos compartilhar a bela visita à vinícola Concha y Toro, está entre os passeios favoritos na cidade, a apenas 40 minutos de Santiago. 

Como amantes de vinho, espumantes e afins, tivemos a oportunidade de visitar recentemente inclusive o Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, e conhecemos a belíssima Vinícola Miolo, um local muito bem organizado e de excelente qualidade para a produção de vinhos. Mas desta vez, pudemos observar que Concha y Toro é mais que uma vinícola. É uma história.

Muitos blogs e sites que contém dicas de Santiago não recomendam a visita a Concha y Toro, com o argumento de que é a mais comercial e turística de todas as vinícolas do Chile. Mas o que é inquestionável é a qualidade dos vinhos fabricados e toda a especialidade da Viña.

O Chile está entre os maiores fornecedores de vinho do mundo, além de fabricar um dos mais famosos: o Casillero del Diablo.

As visitas à Viña Concha y Toro podem ser realizadas diariamente (exceto feriados), das 10h às 17h. Para chegar ao local é muito fácil e vamos explicar ao fim do post.

O tour mais simples inclui degustação de dois vinhos, visita as vinícolas e adegas, pelo preço de 8.000 pesos chilenos (em torno de R$ 35,00, preços em setembro de 2012). E ainda possui o tour + sommelier, que custa 17.000 pesos chilenos, em torno de R$ 70,00), mas inclui degustação de mais 4 vinhos, ou seja, um total de 6 vinhos, acompanhados de queijos, com direito a uma taça de brinde e tábua de queijos. 

Chegamos logo cedo, e apesar de realizarmos reserva prévia pela internet, confundimos o dia da visita. Mas não foi difícil remarcar o horário, pois a vinícola não encontrava-se muito cheia no dia.

Enquanto você espera pela visita guiada, é fabuloso degustar um café com as famosas e deliciosas empanadas de carne do restaurante do local. 



O tour iniciou-se impreterivelmente no horário agendado, com a presença de uma guia muito carismática.



O tour teve início por um passeio pela propriedade e seus jardins, com a história da família de Don Concha y Toro, descendentes de espanhóis, quando deixaram a Europa e chegaram ao Chile. 


Os jardins e extensões da casa são muito bem cuidados.



Depois, é realizada uma breve visita as viñas, onde a guia explicou sobre os tipos de uvas plantadas, características geológicas, clima e temperatura que impactam cada tipo de uva e qualidade das safras dos vinhos. 






Após, há degustação do primeiro vinho, com explicação sobre suas características.



E por último, a visita às adegas e à famosa Casillero del Diablo, a cereja do bolo de Concha y Toro.



Conta a lenda que nesta adega (Casillero del Diablo) eram guardados os melhores vinhos para consumo da família. Até que um dia, empregados da Vinícola furtaram algumas das garrafas da adega. O patrão, irritado e para evitar novos furtos, alegou que naquela adega morava o próprio diabo. 



A lenda possui força até hoje, e alguns funcionários alegam terem visto sombras perambulando pela adega, além de barulhos inexplicáveis.


A foto abaixo é da real adega da época, onde eram guardados os vinhos da família:


O Tour Guiado Marques de Casa Concha (17.000 pesos) finaliza com a degustação de quatro vinhos e queijos, na presença de uma Sommelier. 





Como chegar:

De metrô, linha 4, azul, até a estação de Las Mercedes, e de lá, siga de táxi (em torno de 3.000 pesos chilenos).

De metrô, do Centro, até a Estação Las Mercedes, é em torno de 1h15min. E o restante, de táxi, em torno de 10minutos.

Reservas:

Para garantir horário e idioma, é essencial que seja realizada a reserva no site.

Até a próxima!!

domingo, 6 de janeiro de 2013

"SEU MADRUGA" DO SERIADO CHAVES - UM ÍCONE DO CINEMA MEXICANO


Na foto abaixo temos o ator Ramón Valdez, o eterno Seu Madruga do seriado Chaves, com 27 anos, atuando no filme “Simbad, el Mareado”, em 1950.


Ramón Goméz Valdés y Castillo foi um ator e comediante mexicano, célebre por interpretar o personagem Don Ramón (Seu Madruga, no Brasil) na série de televisão El Chavo del Ocho. Seu personagem alcançou o status de ícone da cultura popular em grande parte da América Latina.



Ramón foi um veterano no cinema, trabalhando em mais de 50 filmes. Embora tenha dedicado a maior parte de seu trabalho ao cinema, a carreira de Ramón atingiu seu ápice na TV, com El Chavo del Ocho, que no Brasil passou a se chamar de Chaves.

Em 1971, Chaves estréia e em 1973 é a vez de El Chapulín Colorado. Embora tenha se destacado como Seu Madruga, Ramón Valdés fez várias outras interpretações, como o pirata Alma Negra, Tripa Seca e a paródia aos EUA Super Sam.

As pessoas que conviveram com Ramón Valdés afirmam que ele era, além de muito talentoso, uma pessoa de personalidade forte, mas divertido e atencioso. Com o público, dizia-se que Ramón Valdés era sempre muito amável e respeitoso.

Apesar da fama e reconhecimento, em 1979, Valdés se retirou dos programas de Chespirito. Há rumores de que isto foi produto de divergências sobre os salários, enquanto outros afirmam que as diferenças pessoais entre colegas de trabalho foram ficando mais fortes e, eventualmente, implicou uma separação definitiva. Em uma entrevista, Esteban Valdés, filho do ator, declarou que a saída de seu pai foi porque Florinda Meza, mulher de Gómez Bolaños, queria o controle total sobre o programa. Essa situação teria causado desconforto para Valdés, que preferia receber ordens apenas de Gómez Bolaños, a quem lhe devia sua fama. 

Em 1979, o ator passou a trabalhar com Carlos Villagrán (Quico), que havia saído um ano antes por divergências com Roberto Gómez. Ambos fizeram várias viagens para apresentar o show Federrico, onde Ramón interpretava Don Moncho, dono de uma loja.

Em 1981, no entanto, após vários convites, Ramón Valdés voltou a trabalhar com Roberto, desta vez com o seriado Chespirito, que voltara a ser gravado. Em 1987, trabalhou com Carlos Villagrán no programa "Ah que Kiko! (“Kiko” passou a ser usado por Villagrán pelo fato de Roberto Gómez ter os direitos sobre o nome “Quico”), mas não ficou muito tempo, já que também se dedicava ao seu circo. Além disso, seus problemas de saúde se agravaram ao ponto de impedí-lo de trabalhar.

No início da década de 1980, um tumor maligno foi descoberto em seu estômago, provavelmente oriundo de outro tumor já existente em seu pulmão, Ramón Valdés era um fumante muito ativo, não largando o vício nem mesmo quando permaneceu internado. Passou a maior parte do tempo dos seus últimos dias sedado após mais de dois meses internado no Hospital Santa Lena por conta das fortes dores. No dia 9 de agosto de 1988, faleceu aos 64 anos de idade, devido a um câncer de pulmão que se espalhou pelo corpo e atingiu a sua coluna vertebral.

Quando Ramón estava no hospital, já muito mal de saúde, Carlos Villagrán percebeu a situação e disse: “nos vemos lá em cima, no céu”. Ramón respondeu: “não se faça de louco, nos vemos lá embaixo, no inferno”.

Edgar Vivar e Valdés eram praticamente vizinhos e muitas vezes iam para as gravações juntos. Pouco antes de Ramón Valdés falecer, Edgar Vivar lhe fez uma visita no hospital e Valdés brincando lhe disse "Senhor Barriga, não poderei mais lhe pagar o aluguel" conta Edgar emocionado ao falar do amigo.

No enterro de Ramón, Angelines Fernández permaneceu cerca de duas horas ao lado do caixão, lamentando profundamente a morte do amigo. Durante todo o velório, permaneceu dizendo “mi rorro”, apelido carinhoso que atribuiu a Ramón. O ator encontra-se sepultado no Mausoleos del Ángel, na Cidade do México. Amigos e familiares afirmam que Angelines nunca mais foi a mesma depois desse dia. Descuidou demais de sua saúde e acabou falecendo quase 6 anos depois de Ramón devido a um câncer de pulmão.

Ramón Valdés é considerado por muitos um dos melhores humoristas da América Latina. Ainda hoje, seu personagem na série El Chavo del Ocho é cultuado. É de longe o personagem mais famoso do seriado, conquistando hoje em dia ainda mais carisma do que Chaves, o personagem principal do seriado, principalmente no Brasil. O próprio Chespirito já citou em diversas entrevistas que seu personagem preferido da série e melhor comediante, é "Don Ramón", afirmando que Valdés foi o único comediante, até hoje, que já conseguiu fazê-lo chorar de rir.

Fonte: Livro Seu Madruga Vida e Obra.